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Nov
25

Bullyng Eclesiástico

Fala-se muito nesses últimos dias sobre a prática do Bullying.  A palavra de origem inglesa serve para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos, causando dor e angústia, sendo executadas dentro de uma relação desigual de poder.

A palavra surgiu através da figura do bully (palavra inglesa que pode ser traduzida por valentão). Em todas as culturas existe esse personagem que impõe medo, constrangimento e incômodo a alguns que, segundo ele, são fracos ou diferentes. O valentão (e seus amigos) são capazes de atos cruéis apenas para afirmar sua superioridade, força ou poder. Helen Janosik, psicóloga famosa em Psicologia de Crise, diz que algumas pessoas que foram alvo de bullying acabaram adquirindo um perfil depressivo e temeroso. Algumas delas são capazes de carregar para o resto da vida a imagem do valentão que a agrediu, humilhou e com palavras ou gestos a fez sofrer.

Em todos os ambientes existe a prática do bullying e infelizmente na igreja também. Existem valentões dentro das igrejas que em nome da doutrina, cargo, anos de vida cristã ou espiritualidade fazem muita gente sofrer. Chamo esse tipo de bullying de "eclesiástico" e o encontro em todas as igrejas, independente da denominação ao qual pertençam. A única questão que precisa ser destacada aqui é que muitas vezes a justificativa para atos cruéis é a obediência a Deus. No passado foi assim, como na época das inquisições e hoje continua a mesma coisa. Em vez dos valentões serem sinceros e declararem seu egoísmo, prepotência e vaidade se escondem atrás da Bíblia, de Deus ou da igreja. E bem escondidinhos revelam sua carnalidade através de discursos que causam dor e angústia, comportamento que impõe constrangimento ou simplesmente o desprezo que entristece e deprime.

O bullying eclesiástico é aplicado em geral sobre novos crentes, irmãos vindos de outras igrejas ou mesmo membros da igreja que de alguma forma se apresentam como um pouco ‘diferentes' dos demais. Frases do tipo "cheguei nessa igreja antes de você" são bem características desse tipo de pessoa que provoca o bullying. Acusações de ser renovado, tradicional, frio, carnal, ultrapassado e outras também fazem parte do mesmo contexto. A pessoa que é atacada pelo valentão se sente mal recebida, preterida, ignorada, acusada, rejeitada e por fim acaba esfriando na fé e até deixando a igreja local.

O bullying tem sido condenado em vários lugares do mundo e até mesmo em nosso país. O Senado brasileiro já aprovou a criminalização da prática do bullying e o considerará como "intimidação vexatória" com pena prevista de um a quatro anos de cadeia. E dentro de nossas igrejas? O que faremos com aqueles que acusam, desprezam, intimidam ou zombam de outros irmãos ou novos convertidos? Como agiremos com aqueles que se levantam e falam mal de irmãos, inventando estórias ou mesmo causando vexame público a eles? Jesus declarou certa vez: "Se alguém fizer tropeçar um destes pequeninos que creem em mim, seria melhor que fosse lançado no mar com uma grande pedra amarrada no pescoço" (Marcos 9:42). O bullying eclesiástico tem feito muitas pessoas tropeçarem e saírem de nossas igrejas decepcionados e machucados.  Será que não é a hora de levantarmos um grande clamor contra os "valentões da fé" que tem agido livres dentro de nossas igrejas e promovido tanto prejuízo entre nossos irmãos?

Precisamos dentro de nossas igrejas irmãos sábios no falar, amorosos e que motivem e incentivem os crentes novos, os membros antigos da igreja e também aqueles nossos irmãos que são diferentes da maioria, seja na expressão ou pensamento. Os fariseus são o exemplo mais claro de bullying na Bíblia. Eles passavam o tempo todo acusando e intimidando pessoas. Nem Jesus Cristo escapou deles. Não podemos de modo algum nos comparar a esse grupo. Devemos ser mais samaritanos no sentido de ajudarmos as pessoas e darmos a elas o incentivo tal que as ajudará a firmarem-se na fé e a sentirem-se bem vindas, amadas e parte da igreja.

Bullying eclesiástico? Tô fora!

 

Guilherme de Amorim Ávilla Gimenez

Pastor Titular da Igreja Batista Betel

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www.prgimenez.net

 


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Nov
22

Como se relacionar com pessoas difíceis

Por Prof. Menegatti
Fonte: : http://www.institutojetro.com

O que determina se o relacionamento será bom ou ruim, não é o tratamento que você recebe, mas a forma como você reage. Há vários tipos de pessoas complicadas, e é útil saber identificar seus traços em comum e aprender a lidar de maneira eficaz: pessoas_dificeis

1. Tanque de guerra: gente desse tipo tem a tendência de intimidar os outros por sua atitude: usam a força e o poder. Seu comportamento é agressivo, às vezes até hostil e não dá margem a diálogos.

Como lidar: quando surgirem os problemas, seja objetivo, pois elas não entendem muito o que é diplomacia. Infelizmente, causam mais estragos emocionais do que outros tipos de gente complicada, pois não sofrem muito. Além disso, essas pessoas, que usam poder para intimidar, podem contar com muitos aliados.

2. Mundo da Lua: vive em seu universo próprio, não se entrosa. Essas pessoas não costumam reagir às técnicas normais de motivação.

Como lidar: não o coloque numa posição de liderança. Ele não será capaz de determinar o ritmo dos demais. Não considere a pessoa que vive no mundo da lua um caso perdido. Tente descobrir seu traço mais singular e procure desenvolver. Várias pessoas assim são brilhantes e criativas. Têm muito a oferecer, se surgir a oportunidade apropriada. Elas trabalham melhor quando estão sozinhas, então descubra a área de interesse e ofereça-lhes espaço para sonhar e criar.

3. Vulcão: é um tipo explosivo e imprevisível de pessoa que costuma ser muito arredia, provoca muita tensão e é difícil se sentir a vontade, pois nunca se sabe quando estão para explodir.

Como lidar: chegue de mansinho, na base dos rodeios, ou faça testes para saber como está o humor. Quando o vulcão está em erupção o segredo é manter a calma e puxar a pessoa de lado. Depois disso, deixe que a pessoa desabafe tudo. Não tente interromper, pois a pessoa não ouvirá o que você tem a dizer. Por fim, leve a pessoa a compreender a responsabilidade que tem sobre as coisas que diz e as pessoas que magoa.

4. Melindroso: esse tipo de personalidade tende a se ofender sem mais nem menos. São cheios de autopiedade e tentam comover os outros para que se compadeçam deles. Esse jeito de agir é um mecanismo de manipulação. Se as coisas não estão funcionando como eles querem, os melindrosos podem criar um ambiente pesado e opressivo. São muito habilidosos nisso. Costumam usar o silêncio para conseguir o que querem.

Como lidar: primeiro, alerte o melindroso sobre o fato de que melancolia é uma questão de escolha. Isso é fundamental. Muitas pessoas usam a melancolia para manipular os outros e assumir o controle. Raramente são melancólicas quando estão sozinhas. Segundo: não dedique atenção demais, principalmente se tiver outras pessoas presentes, pois farão de tudo para chamar a atenção. Às vezes é útil mostrar aos melindrosos, pessoas que enfrentam problemas de verdade. Talvez isso ajude a ver a si mesmos de uma maneira diferente e, com isso, assumam uma atitude positiva.

5. Estraga-prazeres: são negativos o tempo todo. Acham tudo impossível e sempre acham um problema em toda solução. Adoram contar e reprisar as ofensas que sofreram nas mãos dos outros. Elas afagam as próprias feridas e não fazem questão de se curar. O fato de haver coisas negativas na vida já é ruim, mas colecionar desgraça e andar por aí lamuriando-se para que todos vejam, é doentio.

Como lidar: com amor, mas com firmeza, demonstre confiança nessa pessoa, mas explique que aquela atitude complica tudo. Ela precisa escolher entre ser mais positiva ou não. Se optar pela mudança de comportamento, será mais alegre. Se resolver ficar como está, a melhor coisa a fazer é afastar-se dela.

6. Aproveitador: é a pessoa que manipula as outras, evita responsabilidade. Costuma usar a culpa para conseguir o que desejam. Usam uma fachada de coitadinhos para que as pessoas se sintam em falta com elas e as ajudem.

Como lidar: comece determinando os limites aos quais você se dispõe a chegar para ajudá-lo. Senão, ele aciona o mecanismo da culpa dentro de você para enfraquecê-lo. Lembre-se de que esse tipo de pessoa não se satisfaz quando você anda o segundo ou o terceiro quilometro, se permitir, o levarão até o fim do mundo. Exija responsabilidades. Caso contrário, você acaba levando o peso todo nas costas, enquanto ela segue seu caminho sem dificuldades. Não se sinta em divida com os aproveitadores. Na maioria das vezes, um simples e firme "não" é o melhor remédio.

URL: http://www.institutojetro.com/Artigos/gestao_de_pessoas/como_se_relacionar_com_pessoas_dificeis.html
Site: www.institutojetro.com
Título do artigo: Como se relacionar com pessoas difíceis
Autor: Prof. Menegatti

 


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Nov
22

Trate diferente pessoas diferentes

Rodolfo Garcia Montosa
Fonte site www.institutojetro.com

"Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz." Efésios 4.3

"Trato todos os meus filhos de maneira igual", disse-me um amigo durante uma conversa. Ora, se eles são diferentes, logo seu tratamento produzirá efeitos incompletos e indesejáveis. Certo dia estava em um shopping quando vi uma mãe caminhando com seus filhos gêmeos. Adivinhe como estavam vestidos? Acertou: com roupas iguais. Apesar de terem semelhanças físicas, são duas crianças diferentes tentando ser moldadas de forma igual.

Este comportamento é comum no dia-a-dia de nossos relacionamentos interpessoais. Como pais, líderes nas atividades profissionais, na igreja, ou em outra posição, temos a tendência de conhecer muito pouco os outros. Isso explica o grande número de conflitos. Porque não conhecemos uns aos outros, não discernimos as diferenças, não aceitamos a diversidade, não respeitamos as individualidades. Queremos padronizar todos segundo nossas preferências. Estamos acomodados na maneira como tratamos os outros por termos somente um estilo de tratamento.  Assim, quando insistimos no mesmo estilo, produzimos efeitos diferentes do desejado.  Não estou falando de valores e caráter, mas apenas de características de personalidade. Não estou falando de respeito e educação, mas em estilos de abordagem.

Tenho tido a experiência de ser analista de uma ferramenta que ajuda a detectar as principais características de comportamento e necessidades de pessoas. Nestes 15 anos analisando pessoas, tenho percebido uma grande variedade de características. Passo a descrever alguns perfis para ajudá-lo a perceber a riqueza de diversidade.

  • Existem aqueles que têm uma forte liderança, cheios de autoconfiança, gostam de desafios, têm muita iniciativa e amam empreender. Estes precisam de liberdade para agir individualmente, espaço para avançar seguindo suas próprias idéias, resolvendo problemas do seu jeito. Correm o risco de se tornarem extremamente competitivos, valorizando resultados e coisas materiais em detrimento das pessoas, atropelando tudo e todos e nunca delegando sua autoridade.
  • No oposto temos alguns extremamente agradáveis e cooperadores. São marcados pela grande aceitação da liderança de outros, sempre em busca de harmonia, não apresentam iniciativa para mudanças, até porque aceitam muito bem as coisas como estão. Precisam sempre de encorajamento e um ambiente que não apresente riscos e atritos. Devem cuidar para não se tornarem omissos diante de problemas, pois podem fugir de enfrentamentos que a vida naturalmente traz.
  • Outras pessoas apresentam uma grande ênfase de um comportamento otimista e entusiasmado. Em geral relacionam-se facilmente com pessoas, pois são excelentes comunicadores, empáticos e extrovertidos. São muito amados e sempre estão cercados de amigos. Necessitam de reconhecimento e aceitação social, assim como oportunidade para trabalho em grupo na direção da construção de consenso. Devem se precaver para não perseguir demasiadamente seu prestígio e status. Também devem atentar para não serem superficiais e pouco pensativos, daqueles que primeiro falam e depois pensam.
  • Em seu oposto, existem aqueles reservados e introspectivos. Em geral são mais profundos pensadores e analíticos, imaginativos e criativos. Gostam de privacidade e detestam politicagem. Por serem mais sérios e de poucas palavras, podem ser interpretados como desinteressados e ausentes. Mas o que estes precisam é de oportunidade para estarem sozinhos, quietos e terem tempo para pensar. Devem cuidar para não se isolarem demasiadamente, vivendo em seu próprio mundo e deixando os relacionamentos interpessoais.

    Alguns apresentam uma forte característica de um ritmo acelerado e elevado senso de urgência. Podem fazer várias coisas ao mesmo tempo de maneira natural. Precisam, por conseqüência, de uma variedade de atividades e liberdade de movimento. Podem ficar entediados com tarefas repetidas. Devem cuidar para não ficarem impacientes com rotinas e nervosos quando o ambiente não responde no tempo que esperam. Podem ficar facilmente estressados.
  • Por outro lado, existem aqueles que são pacientes e metódicos. Amam a estabilidade e agem sempre com muita calma e serenidade. Sentem-se confortáveis com o constante e familiar. Sua necessidade, portanto, é um ambiente estável, seguro e previsível. Resistem muito a mudanças e não gostam de receber pressão de tempo. Correm o risco de se tornarem indesejáveis pela lentidão com que processam os episódios da vida, ainda mais em um mundo acelerado que vivemos.
  • Existem algumas pessoas que são informais e muito flexíveis. São mais tolerantes a riscos e incertezas, e com facilidade delegam tarefas e atividades. Rejeitam em diferentes graus de intensidade qualquer tipo de norma e regra. Demandam um ambiente sem controles rígidos, com liberdade de expressão, descentralizado e com liberdade para as exceções. Ao extremo, podem se tornam desorganizados, bagunçados em demasia e muito agressivos quando criticados.
  • Em sentido contrário, existem aqueles que são altamente formais e conservadores. Em geral são muito diligentes e aplicados, organizados e autodisciplinados, atentos aos detalhes e precisos no que fazem. Necessitam da clareza de quais são as regras vigentes, de ausência de riscos e erros. Devem estar atentos para não se tornarem tão conservadores, resistentes ao novo, detalhistas que perdem a visão do todo, intolerantes a erros e exatidões.

Estes exemplos são apenas alguns dos perfis com que nos deparamos. Estes perfis têm inúmeras variações e combinações entre si. Com cada um devemos ter uma forma de interagir, de conversar, de abordar, de exigir, de incentivar, pois, como podemos notar, são muito diferentes.

Não é a toa que o apóstolo Paulo orienta para nos esforçarmos a fim de conservar a unidade. Que grande esforço é necessário! Somente no amor de Cristo e na direção do Espírito Santo é possível. Assim, tratemos de forma diferente as pessoas, pois elas são diferentes.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site www.institutojetro.com e comunicada sua utilização através do e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 


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Nov
22

Espiritualidade no trabalho

Entrevista com Edgard Menezes - Publicado em 13.11.2012

Fonte - site http://www.institutojetro.com

Cada vez mais as organizações estão aceitando, de forma mais explícita, a dimensão espiritual dos seus colaboradores e a possibilidade de desenvolver a inteligência espiritual destes.

Temos como resultados da espiritualidade no trabalho: o aumento de produtividade, o maior comprometimento e felicidade do indivíduo em seu trabalho e em sua organização. No entanto, a base da espiritualidade é a vivência de valores éticos e a disposição de servir o outro.

Edgard Jose Carbonell Menezes aborda este tema na entrevista do Instituto Jetro. Ele é Engenheiro Eletricista pelo Mackenzie, Bacharel em Administração de Empresas pela Católica do PR, Mestre e Doutor em Administração pela USP-SPDiretor da DPA Consultoria, empresa especializada em projetos de desenvolvimento gerencial e planejamento orientados para o crescimento empresarial, eprofessor na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

 

edgard

O que é inteligência espiritual?

Edgard - Seguindo os conceitos de inteligência emocional, inteligência social ou outras inteligências entre as múltiplas que os humanos possuem, autores definiram o conceito de inteligência espiritual. Essa inteligência como qualquer uma das outras, poderia estar presente em diferentes graus nas pessoas, podendo ser desenvolvida. 

O núcleo do conceito de inteligência espiritual estaria na capacidade da pessoa de transcender, de entrar em estados espirituais elevados de consciência, de investir atividades diárias, eventos e relações com um sentido do sagrado ou divino, e uma capacidade de utilizar ressonância espiritual para resolver problemas na vida cotidiana.

Quais são as causas do interesse pela espiritualidade nas organizações?

Edgard - Como na maioria dos assuntos pioneiros e criativos, o interesse pelo tema surgiu nos EUA com a publicação como matéria de capa em revistas de negócios; essas publicações mostraram que algumas empresas estavam introduzindo ações especiais como forma de atenuar problemas graves envolvendo a mão de obra utilizada por elas. Como exemplo, a contratação de capelães que serviram na guerra do Iraque para visitarem os locais de trabalho de uma rede de fast-food para ouvir o drama no cotidiano dos seus empregados.

Artigos e livros começaram a ser publicados sobre o tema. Se for realizada uma consulta a um site sobre livros relacionados ao tema espiritualidade o número ultrapassa facilmente o número de 100 boas publicações.

espiritualidade no trabalho não foi inventada pelos americanos; eles apenas, com seu extraordinário pragmatismo, trouxeram à tona o que o oriente já vive há muito tempo. Como exemplos têm as empresas da indústria japonesa que é movida por uma gestão fortemente espiritualizada, já que a nação japonesa é muito guiada pelo amor a nação. O que dizer então dos países árabes onde os empregados interrompem o trabalho três vezes ao dia para orarem?

As pessoas em geral, nos EUA, experimentam ansiedade e medo ao observarem aumento do relativismo, da violência nas escolas, ameaças ecológicas, desintegração da família, e a instabilidade nos empregos, muito estremecidas com a onda que viveram de downsizing e desemprego causado pela tecnologia.

Quais as dimensões da espiritualidade no trabalho?

Edgard - Uma dimensão é da transcendência de si mesmo, uma conexão com algo maior que si mesmo, é uma expansão de limites para abranger, por exemplo, outras pessoas, causas, natureza, ou acrença em um poder superior.

A segunda dimensão é a do autoconhecimento que seria como uma integração coerente dos vários aspectos de si mesmo em um auto coerente; essa dimensão daria harmonia que é a sensação gerada por essa integração, também chamada de holismo. Termos como equilíbrio, autenticidade e perspectiva estão associados a esse autoconhecimento.

A terceira dimensão é a do crescimento, um senso de autodesenvolvimento ou autorrealização, a realização de nossas aspirações e potencialidades.

espiritualidade é "ligada ao que eu sou e o que devo ser." Se a transcendência leva a uma conexão com um Ser superior, o autoconhecimento ao equilíbrio, então o crescimento leva à perfeição.

Há modelos para programar a espiritualidade na organização?

Edgard - Sim. Quando um grupo bem intencionado se reúne para debater essa pergunta costuma propor a seguinte sequência de programação da espiritualidade: 1º. Passo: fazer uma pesquisa para conhecer o perfil e a espiritualidade das pessoas da empresa; 2º. Passo: reescrever ou elaborar a missão e os valores da empresa baseados na ética e na espiritualidade; 3º. Passo: divulgar junto aos stakeholders essas alterações; 4º. Passo: Definir um local só para meditação; 5º Passo: Dar treinamento; 6º. Passo: incentivar cidadania entre os empregados; 7º. Passo: incorporar a espiritualidade ao processo decisório.

Como pode ser observada no exemplo anterior, propostas de método para programar a espiritualidadenas organizações mais levantam outras perguntas do que respondem a pergunta original.

Algumas lideranças somente buscam a espiritualidade quando passam por uma crise muito séria na vida pessoal ou em suas próprias organizações. A programação, portanto, depende 100% da principal liderança da empresa.

Poderia falar um pouco sobre os quatro níveis abordados porJudith Neal?

Edgard - Nível 1: Desenvolvimento Individual - Quando a organização está empenhada em ajudar as pessoas a viver em alinhamento com seu caminho espiritual, e pode oferecer: salas de meditação, cursos sobre práticas espirituais e pode trazer palestrantes que falam sobre o desenvolvimento espiritual. Há um entendimento de que se as pessoas puderem descobrir e responder ao seu 'chamado' próprio ou senso de propósito, eles vão ser mais criativos, comprometidos e orientados para servir.

Nível 2: Desenvolvimento das Lideranças e dos Times Organizações - Oferecem cursos para os líderes com títulos como "Liderança Autêntica", "Liderando Com Alma" e "Liderança Espiritual." Líderes são encorajados a aplicar os valores espirituais como a humildade, confiança, coragem, integridade e fé em seu trabalho com suas equipes.

Nível 3: Processo de desenvolvimento organizacional (DO) - Para transferir o foco do lucro para o desenvolvimento humano.

Nível 4: Redefinindo o Papel das Empresas - Quando um novo paradigma: o objetivo da empresa passa a ser a solução para resolver os problemas na sociedade e no mundo, ao invés de ser um contribuinte para eles.

Como você entende os 3 P's da Espiritualidade no trabalho descritos por Ed René Kivitz? O P de proselitismo (a espiritualidade a serviço das religiões), o P de performance (a espiritualidade a serviço da produção e prosperidade das organizações) e o P de práxis (a espiritualidade a serviço do humano).

Edgard - O pastor Ed Rene em sua dissertação de mestrado na Universidade Metodista de São Paulo, em 2007, abordou essas três diferentes abordagens. Sua conclusão foi que a práxis - a espiritualidadea serviço do humano - é considerada a única expressão legítima da espiritualidade no mundo corporativo. Todas as demais têm uma probabilidade muito elevada de serem rejeitadas pelos empregados. Falar aos empregados sobre uma determinada religião procurando sua adesão tem se mostrado muito ineficiente; utilizá-la como instrumento de alavancagem dos resultados não tem dado certo; assim, é preciso que as lideranças queiram, com o coração e a mente, o bem estar de seus empregados (e de si mesmo) em primeiro lugar, e o beneficio da sociedade como um todo em seguida.

Concluindo, há um pensamento que o capital espiritual venha, acima do capital financeiro e do capital da informação, do capital do conhecimento, ou do capital da marca, a ser o ativo mais importante das empresas. Se fizermos um paralelo com a nossa vida pessoal, veremos que isso faz sentido. Uma pessoa somente consegue viver em paz e com alegria, se sentir que está caminhando consciente que sua vida espiritual é bem encaminhada.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site http://www.institutojetro.com e comunicada sua utilização através do e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 


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Fev
22

Um Retiro Histórico

Mais uma vez a Ordem dos Pastores em São Paulo realizou no inicio de janeiro de 2012, o seu septuagésimo Retiro Espiritual no município de Sumaré, no aconchegante recanto do acampamento Mary Elizabeth.

Foi um retiro histórico que contou com a presença de cerca de 350 pastores, oriundos dos quatro cantos do estado de São Paulo. As fichas de avaliação distribuídas e recolhidas ao final do evento, constataram a satisfação dos obreiros quanto a organização, logística e realização do encontro.

A diretoria foi parabenizada pelo programa que elaborou, envolvendo boa música, inspiração, edificação, aprendizado, lazer e confraternização. O tema do retiro "A Autoridade Pastoral" foi muito bem discorrido pelo Pastor Carlos César Peff Novaes, pastor no Rio de Janeiro na Igreja Batista Barão da Taquara.

Suas preleções, biblicamente preparadas e fundamentadas na carta de Paulo ao jovem Tito, sendo a divisa "Exorta e repreende com toda autoridade". As preleções foram seguidas de parlamentos que por certo irão enriquecer muito a performance do ministério pastoral.

Nesta ocasião a Ordem presenteou os pastores inscritos no Retiro, com uma bonita agenda pastoral onde constam as diversas atividades programadas para este ano de 2012. A Ordem recebeu também significativo apoio de patrocinadores para realização deste evento, e estes tiveram oportunidade de expor seus produtos e vende-los à preços especiais para os participantes do retiro.

Sem dúvida, uma preciosa e valiosa colaboração para o ministério pastoral. As fichas de avaliação sinalizaram também algumas boas sugestões que a diretoria da Ordem, como é de praxe, irá considerar visando o aperfeiçoamento gradativo dos próximos encontros. Os pastores de São Paulo terão oportunidade de estar juntos novamente no próximo encontro a ser realizado no mês de Março.

Lembramos que não temos o encontro mensal de fevereiro. O encontro do dia 25 de março, última segunda feira do mês, será na Capital, no templo da Primeira Igreja Batista do Brás, às 15 horas e naquela ocasião nos trará a Palavra o colega Marcilio Teixeira de Campinas.

Agradecemos a Deus a existência do ministério pastoral batista em São Paulo, e renovamos o propósito de  continuar orando para que ele continue sendo benção para o rebanho
do Senhor.

OPBB-SP - Diretoria Executiva
Comunicações