Palavra do Presidente 05 MAI 2016 ÀS 18H23

Congresso & Assembleia OPBB 2016 Santos

Por OPBB-SP

Foi uma das maiores reuniões da OPBB, 740 pastores inscritos, pois faltou material, mas tivemos em alguns momentos mais de mil pastores, o tema do nosso encontro “Quem Cuida de Mim?” Baseado em provérbios 27:17 com os seguintes preletores: Pr. Israel Belo de Azevedo, Pr. Irland Pereira de Azevedo, Pr. Paschoal Piragine Junior, Pr. Gilton Alves de Aquino, Pr. Jefferson Carnon Dantas, Pr. Helio Schwartz Lima, Pr. Valdo Fonseca de Oliveira, Pr. Tercio Ribeiro de Souza. Foi uma grande benção a Palavra de Deus vinda através de cada pastor, falando profundamente a cada um de nós.

As contas 2013 a 2015 da OPBB não foram aprovadas, e foi solicitada uma auditoria para dar relatório na próxima assembleia, a diretoria já contratou um novo contador e também um auditor que fará o que a assembleia determinou.

Nova Diretoria 2016/2017: Pr Heber Silva Presidente, Pr Hilquias da Anunciação Paim 1º Vice Presidente, Pr Salovi Bernardo Junior 2º Vice Presidente, Pr José Maria de Souza 3º Vice Presidente, Pr Marcelo Gomes Longo 1º Secretário, Pra Diana Flavia Cavalcanti Alves Henrique de Souza e Silva 2ª Secretária, Pr Davidson Pereira Freitas 3º Secretário.

A comissão nomeada pela assembleia escreveu um manifesto que foi aprovado e segue na integra.

MANIFESTO DA ORDEM DOS PASTORES BATISTAS DO BRASIL - SANTOS 2016

“Quando os crimes não são castigados logo, o coração do homem se enche de planos para fazer o mal.” Ecl. 8:11 NVI

Os Pastores batistas brasileiros filiados à Ordem dos Pastores Batistas do Brasil, reunidos na cidade de Santos-SP, em sua assembleia anual, entendendo que seu papel é conscientizar seus liderados nas inúmeras Igrejas espalhadas pelo País, vem a público manifestar seus pensamentos, sentimentos e compromissos, referente à atual conjuntura ética brasileira, sendo eles:

1. A natureza contraproducente das práticas aéticas, se manifesta e se prolifera de maneira muito diversa e comprometedora, sendo prejudicial à formação do senso de moralidade e de justiça do povo brasileiro;

2. Repudiamos toda e qualquer forma de abuso de poder, que permita que a generalização da corrupção e seus escrúpulos éticos, tornem-se raros no seio da sociedade e tomem conta dos vários segmentos sociais e do inconsciente coletivo da sociedade brasileira, destacando-se que neste contexto a corrupção se aplica ao depositário da confiança e ao que instiga ou aceita a fraude;

3. As Dez Medidas de Combate a Corrupção, apresentadas recentemente ao Congresso pela sociedade civil organizada, visam atuar nas ausências e nos excessos de leis, sendo apenas o primeiro e um dos mais importantes passos, diante da emergencialidade da necessidade de reformas;

4. Manifestamos publicamente nossa indignação com a dimensão da corrupção que sangra nosso país, sem apego nenhum ao ser humano, cujos direitos devem ser plenamente preservados. Opomo-nos firmemente às práticas corruptas e às nefastas consequências que as mesmas geram sobre a sociedade, inclusive em seus serviços essenciais como educação, saúde e segurança;

5. Repudiamos toda tolerância existente ao crime institucionalizado, que adquiriu contornos marcantes, diferenciado do crime organizado convencional, merecendo urgente atenção não apenas das autoridades policiais mas do Ministério Público e do Judiciário Brasileiro, sobretudo, da imprensa e da sociedade, bem como, de cada cidadão brasileiro, pois sua sedimentação tem a capacidade de minar as possibilidades de desenvolvimento nacional; esse novo flagelo utiliza-se da plataforma oficial dos três poderes constituídos;

6. Entendemos ainda que, com o descortinamento da corrupção de forma jamais vista, está se abrindo uma janela de oportunidade histórica, para que as mudanças necessárias e significativas possam ser promovidas;

7. Conclamamos a todos, as entidades, a sociedade civil organizada, e a sociedade em geral, para que se unam, mesmo com as muitas vozes, visando o efetivo encaminhamento de reformas necessárias e adequadas à transformação do Brasil que desejamos;

8. Declaramos nosso anseio por reformas que mudem o sistema jurídico e político, fechando as brechas que permitem a corrupção e pelas quais os agentes corruptos ativos e passivos alcançam impunidade. Neste sentido, repudiamos o foro privilegiado, que pode promover a proteção de agentes corruptore e, portanto, lutaremos por um país que não aceite, nem tolere a corrupção.

9. Conclamamos o Congresso Nacional, nossos representantes eleitos, para que promovam as alterações estruturais e sistêmicas necessárias para prevenir e reprimir a corrupção de modo adequado, aprovando, dentre outras Leis, àquela que abranja e contemple as Dez Medidas Contra a Corrupção e a Impunidade, propostas pelo Ministério Público Federal e pela Sociedade Civil Organizada;

10. Renovamos nosso compromisso de nos manifestarmos e agirmos, hoje, para que essa janela de oportunidades seja aproveitada do modo mais amplo e democrático possível, a fim de que a fortuna desviada anualmente em decorrência da corrupção no Brasil possa ser empregada para melhorar as condições de desenvolvimento econômico e social, em proveito de todo brasileiro.

11. Manifestamos também, nosso apoio ao trabalho daqueles que, no Ministério Público Federal, na Polícia, no Judiciário e em outros órgãos, estão atuando para promover a justa responsabilização daqueles que cometem tais crimes e busquem o ressarcimento à sociedade, no caso Lava Jato e em outros casos no país.

Por fim, frente a este triste cenário, nós pastores batistas brasileiros, reunidos em Santos-SP, em nosso Congresso Anual, nos propomos a envidar todos os esforços necessários à construção de uma sociedade mais justa e melhor, através do exemplo e serviço, bem como conclamamos a todos os cidadãos a se unirem a nós neste esforço.

Que Deus abençoe nosso querido Brasil,

Santos, 14 de abril de 2016

A comissão:
Carlos Elias de Souza Santos
Jorge de Oliveira Bezerra
Dejalmir Waldhelm
Genilson Vaz
Hilquias da Anunciação Paim